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sábado, 5 de fevereiro de 2011

[Netlabels Sul-Americanas] ZZK Records-Argentina


(zzk @ festival de música andino)

Para os que acreditam em uma cultura deveras nômade, cujas redes virtuais não tem
limites nem físicos, pousa em BH essa semana um bom exemplo desse desafio! No computador via internet é possível baixar os programas e disseminar o trabalho. Ao alto dos andes é necessário subir para entender ritmos ritualísticos e tradições que há muito tempo permaneceram tabu nas veias abertas da América Latina. Nossa geração é sedenta de razões e motivos para embasar a liberdade tecnológica que no século XXI deixou-nos todos atordoados de tanta informação e pouco conhecimento. O que acontece quando as texturas e instrumentos da América do Sul rural, indígena e campesina são descobertas e reverenciada pelos músicos da juventude urbana?


(Tremor para Armar)

ZZK Records é um selo sul-americano que não apenas ajuda a responder essa questão,
como é seu principal “perguntador”. Baseado em ritmos regionais iniciou o trabalho
resgatando a linguagem da Cumbia, Chacarera, Zamba e Copla, ritmos tradicionais
andinos vindos da Argentina, Peru, Chile, Colômbia e Bolívia. Em 2008 despontaram os
trabalhos inovadores de alguns artistas do selo como Tremor, Chancha Via Circuito e El
Remolón. Fundindo tradição e tecnologia o selo reinventa a música latina e também a
música eletrônica, já que instrumentos populares como o Charango (aquela violinha dos
peruanos que cantam no centro da cidade) e o Bombo Leguero (tambor que se ouve a
distância) são misturados com sintetizadores, batidas e sonoridades da cultura da música eletrônica como o IDM (intelligent dance music), Dubstep e Glitch.


(zzk crew)

Não apenas os artistas investigam as referências musicais, como também fazem as traduções e novas interpretações nas linguagens visuais também. É muito claro pelas artes dos discos que a preocupação é enorme com a compreensão e imersão nos conceitos antigos com as ferramentas novas. Aqui segue um vídeo de roadtrip dos artistas da ZZK durante a primeira turnê americana. Aí da para ter uma noção do trabalho dos diferentes músicos citados acima. Inclusive, conhecemos essa série de vídeos antes de ir para a tour do azucrina records no Chile. Desses vídeos tiramos grande inspiração para nossos proprios vídeo diários Sudamerica Experimental.

Vídeo Diário Road Trip ZZK New York


Chancha Via Circuito


El Remolón



King Coya


Tremor




As mixtapes da ZZK Records, com todos os artistas citados acimas podem ser baixados gratuitamente no site do selo!

terça-feira, 2 de junho de 2009

MEGA-Não ao AI5-Digital!!!!



Ontem fomos ao Ato Publico contra o Ai-5 digital realizado no Teatro da Cidade em Belo Horizonte. Eu já sabia que o projeto colocava em risco minha ciber-liberdade mas não entendia direito o que isso significava totalmente. Temos um ascuo natural a ler projetos de lei e textos jurídicos. O interessante no debate ontem foi que o Sérgio Amadeu explicou passo a passo, destrinchando cada linha, os artigos envolvidos no projeto de lei. Eu poderia tentar explicar aqui com minhas palavras, mas, realmente sugiro que entrem nesse blog para entenderem por si. Eh muito importante ler no formato jurídico o que significa essa restrição porque só assim eh possível entender o quão mal pensado eh esse projeto de lei e o quanto o cidadão civil será afetado pelas frases dos artigos.

Eh a primeira e única chance dos internautas brasileiros de provar que nossa rede vale a pena ser defendida e que somos capazes com ela de gerar mecanismos e estruturas para impedir sabotagens a nossa liberdade como o Ai-5 digital. Temos que lutar pelo direito de sermos livres no único âmbito em que isso ainda eh possível. A internet eh uma criação coletiva e não precisa da autorização de ninguém para que seu conteudo, aplicativos e redes estruturais existam e se espalhem.

Não ao AI-5 DIGITAL!!
Não ao lobby dos bancos!!
Não ao lobby do copyright!!
Não a violação de privacidade!!

Cada vez mais me sinto melhor por fazer parte de uma rede de netlabels e amigos que participam da produção de conteúdos livres, creative commons e copyleft. Já há muito fazemos nossas próprias musicas, vídeos e textos. No entanto, se essa lei for aprovada, isso tudo deixara de ser espontaneo, anonimo, horizontal para ser armazenado atraves de politicas de senso e cadastramento nos arquivos dos provedores de internet. De nada adiantara pseudonimos. De nada adiantara nao querer participar de pesquisas quando o Itau e a telemar te ligarem pedindo seus habitos e dados! Uma vez conectado a internet, esse senso sera automatico.

A lei ja foi aprovada na camara dos deputados e vai agora ser votada no Senado. No nivel em que esta, nao pode mais ser modificada, apenas aprovada ou vetada pelos senadores e o presidente. O que podemos fazer eh mandar emails, telegramas e cartas para eles, praticar o (ciber)ativismo como nunca e fazer atos publicos e (festas) para conscientizar o maior numero de pessoas. Ontem no debate estavam presentes estudantes de direito e informática, ativistas do software livre e ciberatividades em geral, libertários, músicos, brigadas populares,produtores de musica eletronica, representantes do sindicatos dos jornalistas, dos trabalhadores com informática, da orquestra sinfónica, dos diretores de teatro, deputados, advogados, estudantes, professores de ciência da computação e mais varias pessoas de tudo quanto eh tipo.

Sites que discutem o projeto de lei>
tulio vianna
cmi
sergio amadeu
idelber avelar
mega nao


imagem retirada de apocalipsemotorizado.net

segunda-feira, 9 de março de 2009

jardins guturais e hortas eletronicas



Seguindo a linha coisas lindas do Brasil, estamos pesquisando e olhando para iniciativas nacionais e internacionais que possamos nos inspirar e conectar através do azucrina records. Acabou que no Brasil tem muita coisa interessante acontecendo nesse sentido. Em qual sentido? Bom, em vários..
Uma das principais é formar uma rede de contatos com artistas, iniciativas e blogs que circulem musica independente de rotulos. Estamos particularmente interessados naqueles que fazem suas próprias músicas, proprias artes, mixam os proprios discos, fazem as proprias camisetas, os proprios videos. Porque esses? Ah algo de especial nessa rede onde criatividade gera criatividade e gera inspiração e mobilização. Outra das razões é achar pessoas que venham tocar em BH por quase nada, ou, quem sabe por toda a experiência do mundo. Ah, e claro, que nos levem para fazer o mesmo!
Resumindo, queremos sentir que podemos ter parceiros de conspirações e não apenas pessoas para dividir o line-up e o cachê no fim.

coisas veias