segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Noise in fortaleza [making of]

So para constar algum tipo de registro...
Nos dias que antecederam, separamos nossos registros sonoros relacionados com a cidade e com a nossa passagem por la.

No centro da aldeota, colhemos rói-róis, que agora já é um instrumento que carrego comigo (um copo de papelão amarrado com palha a um bastão com uma espécie de resina na ponta, que ao girar faz loucuras sonoras).

Na fazenda buscamos os sons da natureza (impressionante como e movimentada a paisagem sonora desse sertão visualmente tão monótono!) bodes com sincerros, jumentos sofredores, brigas de morcego, carcarás, grilos, cigarras, sapos na moringa, passaros noturnos e cantos descendentes passados...


No dragão do mar, um acaso frutifero me fez colher sons de ua arte em execuçao.
Aliás, aproveitando que é recente a noticia, parabéns amigos pelo sucesso total em Ythaca!


Na babilônica feira de roupas, a melodia da voz cearense.
Nas ruas o ronco dos carros
O ceu gritando a dor do arranhão
da gente que empilha gente e comprime a gente,
no monumental suicidio do homem
Em que, respiraçao suspensa,
nao querendo cuspir a maçã,
expulsa o paraiso de si.


ajustando...

A proposta era sonorizar as imagens de quatro projetores, através dos quais nossos amigos projetavam somente imagens de filmes relacionados com a cidade. Nada foi comentado antes, pois era uma surpresa para diversos fazedores que estavam presentes.


Enquanto passávamos o som (e imagem) geral, olhamos para trás e plateia vidrada em tudo que acontecia. O show havia começado sem que nem tivéssemos percebido...

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